05-07-2009

Truques da «Vanity Fair»


Beach, please !


Como todos os anos por esta altura, a glamorosa Vanity Fair faz um apelo desnecessário de ida às praias que, topa-se logo, é sobretudo uma forma de recuperar e republicar parte do seu vasto espólio de fotos de artistas em praias.Entre as recuperadas este ano, destaco a de cima (da autoria de Patrick Demarchelier, datada de Junho de 2008) unicamente pelo enquadramento natural - a beleza de Malibu. A legenda informa que à direita está um senhora chamada Angelina Jolie de que nunca tinha ouvido falar e, juro, não influenciou em nada a escolha da foto. Já seguir, para cumprir a paridade, é vez de Tom Hanks também na praia (em foto de Annie Leibovitz publicada em Dezembro de 1998).


04-07-2009

O que me importa


Maria João Pires

Maria João Pires em foto de há uns anos
de Eduardo Gageiro

Como era de esperar e se compreende, sucedem-se na blogosfera os comentários, reservados ou de apoio, à divulgada decisão de Maria João Pires de abdicar da nacionalidade portuguesa e de adoptar a nacionalidade brasileira.Por mim, desculpem lá, só quero dizer que ela é uma grande e inesquecível artista do mundo e que eu nunca deixarei de, orgulhosamente, a considerar minha compatriota. E agora vamos a uns deslumbrantes 16 minutos de Maria João Pires interpretando Mozart em concerto sob a direcção de Pierre Boulez, aqui. [e também aqui (4,24 m.)na Sonata para Pian0 284K-Mvmt_I de Mozart].

A manchete do «Expresso»


Obrigado Manuel Pinho !

Sejamos razoáveis, isentos e justos. Eu não sei, não procurei saber e nem me interessa saber a que se referia aquele espampanante «É preciso dizer basta !!!» de Manuel Pinho hoje estampado na primeira página do Expresso. Mas sei que, seguramente sem querer, dois dias depois de ser despedido, Manuel Pinho presta finalmente um relevante serviço ao país. De facto, é preciso dizer basta à impunidade de um PS que, só por causa do nome que ostenta, se permitiu, em diversas e importantes matérias, fazer nos últimos quatro anos e meio muito daquilo que a direita não teria tido força política ou consenso social para fazer. É preciso dizer basta a anos e anos de uma cansada e oca alternância sem alternativa. É preciso dizer basta à política substantivamente de direita feita por partidos e governos com etiquetas variáveis. E, por causa de um sofisma que tenderá a avolumar-se, é preciso dizer basta à chantagem de que criticar o PS é favorecer o regresso do PSD ou CDS ao Governo, como se a democracia servisse afinal não para garantir as livres e diversificadas escolhas dos cidadãos mas para as aprisionar em apenas duas, com a rasura e o esquecimento, entere outras coisas, de uma verdade como punhos: é que os votos recebidos pela CDU serão sempre votos que o PSD e o CDS não terão, serão sempre votos que lhes faltarão para a maioria que ambicionem e serão, sempre e só, votos para uma real mudança e alternativa à esquerda.
Por estas simples quatro palavras, obrigado pois Manuel Pinho !

Voltando atrás


Sem comentários

Na primeira página do Público de hoje :«Ao contrário do que o primeiro-ministro afirmou no debate do Estado da Nação, não há 200 mineiros a trabalhar nas Minas de Aljustrel. Estava, de facto, previsto um aumento de postos de trabalho com a compra das minas por parte da empresa detida pelos irmãos Martins, mas tal ainda não aconteceu porque a empresa está há três meses à espera que a AICEP, tutelada pelo Governo, aprove o projecto. Dados cedidos pela empresa revelam que são apenas 134 mineiros e que, destes, apenas 28 foram contratadas após a realização do negócio promovido pelo Governo. c Economia, 24 ».

Uma crónica, vários assuntos


Ei-los que voltam

Os eventuais interessados podem ler na íntegra aqui, no sítio da CDU, a minha crónica intitulada O embaraço da escolha. Uma passagem:«(...)Estimulado por uma recente aparição de António Carrapatoso, do Compromisso Portugal (enfim, os do Convento do Beato e beatos sim mas de outra coisa) numa entrevista à SIC, apetecia-me escrever uma crónica intitulada «Ei-los que voltam» (adaptação do inicio daquela bela canção do Manuel Freire que começa «Ei-los que partem/velhos e novos…») para assinalar o regresso descarado aos «media» de tantos e tantos que andaram desaparecidos e calados que nem ratos durante os longos meses de agudização da crise internacional, toleraram sem um pio que, por todo o mundo, insuspeitos jornais e revistas trocassem o velho eufemismo da «economia de mercado» pela expressão «capitalismo» e, agora, que o tão denegrido Estado já injectou milhões e milhões nos cofres da iniciativa privada, lá regressam com as mesmas e bafientas teorias e propostas neoliberais de sempre. (...)»

Porque hoje é sábado (121)


Roberta Gambarini

A sugestão musical deste sábado
chama a atenção para a cantora italiana
de jazz, radicada nos EUA desde 1998,
Roberta Gambarini.
Pode ouvi-le aqui em
Easy to Love,
Too Late Now,When Lights Are Low,
e You Are There.
E, em vídeo, aqui em
Devil May Care /
It Don't Mean A Thing / On The Sunny
Side Of The Street
, aqui em Everytime
We Say Goodbye
(com Ray Hargrove)
e aqui em Lush Live.

03-07-2009

Por falar em rede fixa


O que PS e PSD não disseram


PS e PSD andaram aí uns dias entretidos a discutir qual dos dois é que tinha tido mais responsabilidades na venda à PT da rede fixa de telecomunicações (então propriedade pública).Uma coisa eu posso garantir com toda a segurança: não foi nenhum deputado do PSD ou do PS que afirmou o que, pró-memória, consta dos extractos seguintes (discurso na íntegra aqui) porque se trata de passagens da intervenção que o meu saudoso amigo e camarada Lino de Carvalho fez na AR em 2 de Outubro de 2002.
«(...) Quando, em 1994, se iniciou o processo de privatização da PT, quando se deu a passagem de uma grande parte da empresa para o domínio privado do Estado, o então governo do PSD decidiu manter a rede fixa na propriedade do Estado. Na altura, o PSD explicou porquê, dizendo ser um imperativo nacional, por razões de soberania, de independência e de defesa nacional, a manutenção da rede fixa como propriedade do Estado. Repito que isto era o que o PSD defendia, em 1994, quando a PT era pública e se procedeu à transferência para o domínio privado do que era propriedade directa do Estado.
O que mudou desde então, Sr. Secretário de Estado? (...)
Esta não é, seguramente, uma qualquer proposta de lei e, por isso, deve ser tratada mais do que um mero negócio entre os operadores ou entres estes e o Estado. É um problema mais importante, Srs. Deputados. Isto porque, o que o Governo nos propõe, e que, de facto, como já foi dito aqui pelo próprio Partido Socialista e pelo Governo, é a cópia integral daquilo que, uma vez, o Partido Socialista já tinha agendado na anterior Legislatura mas que acabou por não se concretizar, briga com o interesse nacional, como, aliás, o próprio PSD reconhecia em 1994.Trata-se tão-só de alienar, transferindo do direito público do Estado para o direito privado, a rede fixa de telecomunicações.(...)
O Estado tem responsabilidades perante o País, tem a responsabilidade de intervir e de manter no seu controlo sectores estratégicos.Alienar uma rede básica de telecomunicações da propriedade pública, do domínio público, para a entregar por razões de encaixe financeiro e por razões de negócio para o Estado, Sr. Ministro, não é, seguramente, o caminho para resolver os problemas da economia! Vendem-se os anéis! E depois vendem-se os dedos, Sr. Ministro?!… (...)»

29ª edição


Guitarras em Córdova


Começou anteontem e decorrerá até dia 11, a 29ª edição do Festival de La Guitarra de Córdoba que integrará um total de 25 espectáculos com grandes guitarristas (e outros artistas como Mísia). Entre muitos outros artistas, destaque para Manolo Sanlucar que pode ouvir aqui em Muleta.

Manolo Sanlucar

02-07-2009

A caminho do fim ?


Gestos e destinos políticos

O facto é conhecido e as consequências políticas imediatas também. O pedido de desculpas apresentado por José Sócrates e a demissão de Manuel Pinho, sem contestar agora a autenticidade destas atitudes, eram a única saída possível sob pena de estilhaços ainda mais mortíferos. Mas esta é a superfície das coisas. O seu fundo chama-se desnorte, desorientação, crispação e isolamento social do PS e do seu Governo que parecem convergir para um clima de «fim de festa» (festa que, aliás, para a maioria dos portugueses nunca existiu nos últimos quatro anos).

Parece que Phelps alguma coisa não explicou a Manuel Pinho

Adenda: Anteriormente esteve aqui um P.S. que dava conta de uma notícia redigida com parcialidade e publicada pelo esquerda.net sobre este caso em que não havia uma única referência ao PCP. A notícia foi posteriormente emendada pelo que esse P.S. deixou de ter razão de ser.

Copiado de «O Caderno de Saramago»


Tania, Serrat e Benedetti


Recuperando atrasos na leitura de «posts» em «o caderno de Saramago», descubro aqui, além de um texto de Saramago sobre o grande poeta uruguaio e da foto acima (ele com Tania) , um link para um dueto de Tania Libertad e Joan Manuel Serrat cantando Papel Mojado, um poema de Mario Benedetti. O link é precedido de umas belíssimas linhas (não assinadas) em espanhol sobre este feliz encontro de três grandes artistas da voz, da música e das palavras. A canção também pode ser ouvida e descarregada aqui.Entretanto, para quem ainda não visitasse «o tempo das cerejas» nessa altura, informo que Tania Libertad entrou aqui e Joan Manuel Serrat aqui na rubrica «Porque hoje é sábado».

Fotos para o Verão


Summer Loving e Close-Up

Juliette Binoche em Cannes, 1985.
(foto de Giles Peress/Magnum)
slideshow aqui.

Libano, 1978.
(Foto de Raymond Depardon/Magnum
Slideshow aqui.

e vá lá, não vão as leitoras queixarem-se

Aqui, Heath Ledger recordado
em 15 fotos de Bruce Weber
.

01-07-2009

O copianço americano e...


... a estrondosa novidade nacional


O Público divulga hoje que «0 dirigente socialista Carlos Zorrinho afirmou ontem que o PS tem como objectivo que 90 por cento das suas acções de campanha nas eleições legislativas partam de movimentos de voluntários e não do tradicional aparelho partidário». Mais explica o Público que «Carlos Zorrinho, coordenador do site www.socrates2009.pt [não, prezado leitor, ao contrário do que poderá parecer, em 27 de Setembro deste ano ocorrerão legislativas para eleger 230 deputados e não eleições presidenciais], falava aos jornalistas após uma conferência do PS denominada Democracia Interactiva, que contou com a participação de representantes da empresa norte-americana Blue State Digital, que desenvolveu a componente da Internet da campanha de Barack Obama. »
Não estando obviamente em causa ou em dúvida a extraordinária dimensão e importância que, na campanha de Obama, assumiu o factor organização de base voluntária, temo sinceramente que os representantes da Blue State Digital só tenham dito aos dirigentes do PS o que eles queriam ouvir e lhe tenham omitido algo de essencial, a saber : que esse impressionante movimento de voluntariado que sustentou boa parte (não esqueçamos também o papel do dinheiro a rodos) da vitoriosa campanha de Obama é inseparável de um movimento colectivo de esperança e de vontade de mudança que está nos antipodas do ambiente depressivo e reservado que envolve o PS a caminho das legislativas e que não será a abertura de dezenas de «centros Sócrates 2009» (ao que chegámos, meu Deus!)
que o reverterá.
E, já agora, não vá apresentar-se como grandiosa novidade nacional o que já é quase tão antigo como a Sé de Braga, talvez valha a pena referir que, desde sempre, as campanhas da CDU (e das suas antecessoras) se baseiam num imenso, generoso e massivo trabalho militante de carácter obvia e necessariamente voluntário.

30-06-2009

A morte de uma grande coreógrafa


Pina Bausch
(1940-2009)



Ler aqui e aqui no Le Monde (incluindo um vídeo sobre um extracto de Café Müller, criado em 1978, uma das obras mais célebres da coreógrafa agora tristemente desaparecida).

Nefés por Pina Bausch
(foto de Laurent Phillipe)

Quando a imprensa de «referência» é batida...


... pela imprensa «popular»

30 Junho 2009 - 02h03- Novos créditos à habitação.Bancos triplicam margem de lucro As taxas de juro implícitas no crédito à habitação estão em queda há cinco meses, mas os portugueses não notam diferenças porque a Banca está a aumentar os spreads. Os bancos triplicam a sua margem de lucro nos novos empréstimos para compensar.»

Pensamento de muitos bloggers


Honduras, não estou bem a par !


Pois é, tirando a inesquecível Palmira Silva do «jugular», ali certinha a divulgar sem um pio e amorosamente os comunicados e argumentos dos golpistas, o que mais sobra na blogosfera são silêncios, distracções e atrasos em relação ao golpe de Estado nas Honduras, incluindo daqueles que a toda a hora exigem a outros que acompanhem os seus temas e efemérides. A coisa não irá ser tão escandalosa como quando aqui lancei alarmes sobre sindicalistas assassinados na Colômbia pelos amígos e cúmplices de Uribe mas muitos vão ficar calados e já é patente o atraso de alguns ilustres professores blogosféricos em matéria de democracia e direitos humanos.

Duros factos mas...


... ah, a felicidade !

Por razões de seriedade, devo avisar que este tema, que constituiu ontem o «Destaque» do Público, já foi abordado em outros blogues com sensatez e profundidade, pelo que não resta acrescentar muito.
Sublinho apenas, como outros já fizeram, que é discutível critério metodológico misturar uma coisa tão concreta como a dificuldade em «pagar uma semana de férias fora de casa» com uma coisa tão frágil, de díficil definição e de carácter eminentemente subjectivo como o estado de «felicidade» ou «infelicidade».
E arrumo a questão confessando honestamente que, se um dia fôr apanhado por um inquérito destes e perguntado se me sinto «feliz» ou «infeliz», dificlmente saberei o que responder. Além disso, palpita-me que, tal como tantas outras coisas na vida, a infelicidade deve ser uma coisa que a muitos, se não à maioria, não apetece confessar a desconhecidos. Deixem portanto a felicidade em paz e olhem para o resto dos dados.

29-06-2009

Notícia sobre um grande pianista de jazz


Hank Jones em Viena




Falando de «abertura grandiosa», o Le Monde destaca aqui a extraordinária actuação, no passado sábado, do pianista de jazz norte-americano Hank Jones no Festival de Jazz de Viena. Pode ouvi-lo em diversos trechos aqui.

As alegadas «futilidades» e...


... o real cabotinismo

É certo que o assunto da data das eleições está, por natureza, arrumado: o Presidente da República, depois de o Governo ter marcado as autárquicas para 11 de Outubro, e apesar de não ser essa a sua opinião, com bom senso e correcção institucionais, resolveu marcar as legislativas para 27 de Setembro, respeitando o que todos os partidos defendiam, excepção feita ao PSD.
Entretanto, como acho que certos temas políticos não devem ser consumidos à moda do fast food, era minha intenção ter publicado mais cedo um «post» sobre o último artigo de António Barreto no Público de sábado , o que não foi possível por impedimentos que não vêm agora ao caso. Mas preferia que assim tivesse sido, porque agora já Fernando Penim Redondo o publicou na íntegra e sem qualquer comentário seu, o que faz temer que o artigo de Barreto o tenha favoravelmente impressionado.
Como António Barreto, logo no título, rotula de «futilidades» toda a discussão sobre a simultaneidade ou não das legislativas e autárquicas, debal de se procurará em todo o artigo uma qualquer opinião a favor de um coisa ou de outra porque um comentador da sua categoria obviamente que não se dá ao trabalho de opinar sobre a escolha entre «futilidades».
Abro aqui um parêntesis para explicar que não tenho nada contra a heterodoxia quando corresponde a convicções sólidas e estruturadas sobre um assunto mas que já detesto (e não sobram casos no panorama mediático português) de hetedoroxias como composição de imagens ou de personagens (estão todos a soprar para ali, então eu vou soprar para acolá). E, neste último caso, é muito curta, como o artigo de António Barreto ilustra, a distância que vai entre as heterodoxias fingidas e calculadas e o puro e simples cabotinismo.
Na verdade, o que o artigo de António Barreto penosamente ilustra é que um sociólogo e comentador que tanto escreve e se diz preocupar com a qualidade da democracia considera uma «futilidade» discutir se as legislativas submergiriam ou não quase totalmente o debate clamorosamente específico das eleições locais, se em alguma medida pressionariam para uma uniformização de voto nas duas eleições (contrariando portanto diferenças anteriores historicamente registadas) e, subsequentemente, se ambas as coisas seriam compatíveis com uma sã concepção dos actos eleitorais como digno território da soberania dos eleitores e não como rituais que é preciso despachar a qualquer custo.Dir-se-ia portanto que, para António Barreto, esta seria uma questão que bem se resolveria pelo sistema de moeda ao ar.
Também no artigo de António Barreto perpassa ao de leve a ideia de que os «interesses dos partidos» seriam uma coisa que não mereceria não grande respeito ou compreensão se é que não seriam mesmo um sinal de egoismo perante valores mais elevados. Se for esse o pensamento de Barreto, então é caso para dizer que ora aqui está uma limitada concepção de um um democracia de raiz pluri-partidária.
É certo que, acertadamente, nenhum dos partidos opositores da simultaneidade, incluindo o PCP, jamais neste debate sairam do domínio dos príncipios, gerais e decisivos, da transparência, da dignidade própria de cada acto eleitoral, da escolha informada e específica dos eleitores em relação a distintos actos eleitorais.
Mas será que António Barreto, ao fim de 33 anos, ainda não descobriu que, na história eleitoral portuguesa, há um caso, absolutamente singular e sem qualquer equivalente nacional, de uma coligação que, desde 1976, tem sempre muitos mais votos em autárquicas do que em legislativas e que essa diferença foi de mais 156 mil votos nas autárquicas de 9.10.2005 do que nas legislativas de 20.2.2005 ? E sendo esta uma verdade eleitoral e um reflexo prolongado da vontade dos eleitores, será um crime ou uma «futilidade» manifestar, não só mas também por isto, uma viva oposição ao que porventura pudesse afectar ou alterar esta realidade socio-político ?

Quem disse que...


...os golpes acabaram na América Latina ?

Aqui e aqui, as últimas sobre o intolerável (e condenado pela OEA) golpe de Estado nas Honduras que depôs ou pretende depor o Presidente eleito Manuel Zelayo.

28-06-2009

Um extraordinário festival


Edição de 2009 do


Até 26 de Julho decorre em Espanha a edição de 2009 do consagrado Festival PhotoEspanha com um programa de grande intensidade, variedade e qualidade. Todas as informações aqui.A não perder, os portofolios de Laura Torrado, Ángel Marcos, Dani Yako, Cristina Candel, Harri viranta, Guillaume Herbaut , , Monica Menez´, Carlos Spottorno, Robbin Maddock, Ana Belén Jarrín, Yann Gross, Nicolás Combarro, Germán Gómez, Jamie Isaia, Juan Valbuena, Tanit Plana.

Califórnia , 1946 - Avô e neto de origem nipónica num campo de internamento nos EUA. Foto de Dorothea Lange. Sobre a história destas imagens longamente censuradas de Dorothea Lange, ler aqui em Le Monde.

27-06-2009

Porque hoje é sábado (120)


Regina Spektor

A sugestão musical deste sábado leva-o
ao encontro ou à descoberta da
cantora norte-americana, de origem russa,
Regina Spektor,
cujo último álbum se intitula Far.

Pode ouvi-la aqui em Blue Lips, Folding Chair ,
Samson e Fidelity.
E, em vídeo aqui em Man of a
Thousand Faces
, aqui em
Laughing With
e aqui em Dance Anthem of the 80s.

26-06-2009

Boa altura ...

... para apontar na agenda


Organizado pela Companhia de Teatro de Almada, de 4 a 18 de Julho. Toda a programação e outras informações aqui.

Como se costuma dizer, a morte de um ícone

Michael Jackson

Sabemos todos que a overdose é avassaladora mas, ainda assim, quem estiver interessado pode ver aqui , na slate.com,um interessante slideshow de imagens do falecido Michael Jackson. Em cima, durante a sua actuação no Madison Square Garden, em Nova Iorque, em 2001. (Foto de Dave Hogan/Getty Images).

25-06-2009

Até que enfim que...


... alguém fala desta tragédia social !

Parece pois que os mais de dez milhões de desempregados e outros milhões de pobres em Espanha e França já podem enfrentar as agruras do seu quotidiano e da sua vida com outro alento só de pensarem no sofrimento e privações dos 84 000 seus compatriotas que deixaram de ser milionários.

Adenda:ando tão a leste destas coisas que só esta manhã, pela imprensa escrita, é que percebi que, nestas estatísticas, «milionário» é que tem tenha mais de um milhão de dólares, ou seja cerca de 700 mil euros ou 150 mil contos em moeda antiga. Não sei explicar, desculpem estas coisas de «cientista distraído», mas pensava que «milionário» representava mais dinheiro.

Storia, Storia


Mayra Andrade em França


Em Le Monde de hoje, grande destaque na secção de Cultura para a cantora cabo-verdeana Mayra Andrade, o seu segundo álbum Storia, Storia e os seus próximos concertos em França.Canções de Mayra, aqui, à sua espera.

Sócrates, PT e TVI


Por uma vez


Eu já tinha lido num blogue que o primeiro-ministro teria respondido ao CDS, a respeito da entrada da PT (que há anos se havia retirado do negócio dos media, lembram-se ?) no capital da TVI que o que aquele partido não queria é que mudasse a linha editorial da TVI. É verdade, li mas custou-me a acreditar. Mas a verdade é que o Público online refere que Sócrates «questionado sobre a TVI e a PT, o primeiro-ministro ironizou dizendo que o CDS queria que a linha editorial da TVI se mantivesse.» O mesmo jornal refere também que, sobre isto, Manuela Ferreira Leite comentou que a Sócrates fugiu a boca para a verdade.E, assim tendo sido, por uma vez na vida, sou obrigado a dizer que M.F.L. tem toda a razão e acertou em cheio no seu comentário.
Não há volta a dar-lhe: a respeito de uma decisão que não pode deixar de ter sido caucionada por quem detém a golden share na PT, vir falar da «linha editorial» da TVI não lembraria ao diabo, revela uma senhora obsessão mental, é uma calinada política de primeira grandeza e ressuscita plenamente o «animal feroz». Ou muito me engano ou anda qualquer coisa no ar.

Vale a pena ver


O mundo das prisões



No seu último artigo no Público, a Helena Matos, de quem discordo a maior parte das vezes, dedicou algumas linhas com muitas palavras sensatas, inteligentes e sensíveis a um mundo para o qual não gostamos de olhar : o das prisões. Se não tem medo de olhar, veja este web-documentário do Le Monde aqui.

24-06-2009

Irão


Coisas de ayatolahs



Cartoon no Público de Espanha, de 24.6.2009

Não adianta ...


Voltamos sempre ao mesmo


O tema ou problema hoje descrito (ler na edição online) com vastos pormenores na edição do Público de hoje já há muito tempo foi abordado, e com patente indignação, aqui e aqui. E é bom saber que a Entidade Reguladora, segundo a notícia do jornal «deu ainda uma espécie de puxão de orelhas à ADSE (Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública), lembrando que o subsistema "não deverá limitar-se a celebrar acordos ou convenções" com unidades de saúde privadas sem tratar posteriormente de verificar se as condições contratadas se mantêm».
Entretanto, com explicações para cá e explicações para lá, há uma coisa que não entendo: o Hospital da Luz é novo e quando a ADSE celebrou com ele uma convenção já eram mais que conhecidos outros casos de intolerável discriminação de utentes do SNS ou da ADSE em unidades privadas, sejam clínicas, hospitais ou empresas de meios auxiliares de diagnóstico. Assim sendo, a pergunta que se impõe e devia obter resposta é esta: quem foi ou foram o tonto ou tontos (ou serão coisa pior ?) que foram celebrar com o Hospital da Luz uma convenção que, por exemplo, não estabeleceu logo que qualquer discriminação do tipo da referida implicava não só a imediata caducidade da convenção como o pagamento de uma elevada indemnização ao Estado ?
Por fim, quem ainda não sabia que, havendo lata na cabeça e dicionários à mão, tudo é possível, deliciem-se os leitores com o resposta da Hospital da Luz, ainda segundo o Público:«Na resposta ao inquérito da ERS, o Hospital da Luz alega que não discriminava utentes, mas apenas estabelecia quotas para os subsistemas, um "instrumento de gestão" e de "distribuição equilibrada da capacidade instalada". »

23-06-2009

Prémio Lemniscata

O nosso 10 de Junho ? Nem pensar

O Carlos Santos de «o valor das ideias» teve a infinita e injustificada generosidade de incluir «o tempo das cerejas» nos sete blogues que seleccionou para o prémio Lemniscata que é apresentado assim: “O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores."
Com a sucessão deste tipo de prémios na blogosfera, poderá alguém pensar levianamente que isto e é uma espécie das condecorações do 10 de Junho que os bloggers inventaram para seu mútuo reconforto e fugaz felicidade. Mas não há confusões possíveis, para além de outras razões, porque estes prémios acabam sempre por ser cem vezes mais pluralistas que as tais condecorações.
Seguindo as regras, indico eu agora sete blogues que, enterrado até à cabeça no embaraço da escolha, me dá para distinguir: